No sábado era uma conversa. Na quarta, o Jota estava no Corinthians
Em quatro dias, uma conversa virou o acordo do Jota com o Corinthians. O Davi conta como foi do primeiro contato ao fechamento.

No sábado, a gente tinha marcado um café para falar do Jota com o diretor de criação da agência que atende a gente. Acabamos na casa de amigos em comum, e antes eu liguei para um deles e falei: “Pede para a sua esposa fazer aquele bolo de que eu gosto.”
Foi ali que a conversa do Corinthians começou.
A preocupação era que a gente ainda era conhecido só na Faria Lima, no meio de tecnologia e de serviços financeiros, e a gente tinha que furar essa bolha. A ajuda que a gente oferece faz sentido pra muito mais gente.
A gente falou de educação financeira, de jogador de futebol, de campanha com atleta aposentado, e a conversa foi parar num clube. Eu via uma relação com o Corinthians. O torcedor é o cara fiel, é o sofredor, está sempre no corre, tem um pouco de brasilidade ali, e o Jota tem muito de brasilidade. Aí eu falei: “Eu vou atrás do Corinthians, vou testar essa tese no Corinthians.”
No domingo, o grupo de WhatsApp já estava criado

Ainda no sábado, mandei mensagem pra um amigo que é meu sócio em outra operação: “Você conhece alguém do Corinthians?” Ele conhecia. O vizinho de porta dele era o vice-presidente do clube. Eu pedi: “Faz um favor pra mim: cria um grupo no WhatsApp com ele.”
No domingo, mandei mensagem, ele respondeu, e eu perguntei: “Qual horário você tem livre na segunda?” A resposta foi: “Consigo receber você aqui no Parque São Jorge às 16 horas.”
Fui com o Furini, nosso CFO. Contei a história do Jota e falei: “Somos uma startup, estamos começando, mas a gente quer ser uma world class company.” E pedi: “Eu quero ser o patrocinador máster do primeiro jogo.” O jogo era na quarta, dali a dois dias.
O pessoal do clube foi muito sério e organizado. Deu certo: o Jota estreou na camisa contra o Internacional, em 7 de outubro de 2026. O anúncio do Corinthians registrou o patrocínio daquela partida e a possibilidade de seguir na barra frontal, que é onde a gente ficou depois da estreia.
Eu ainda fiz um pedido: “Eu queria que os jogadores entrassem com o amarelo do Jota.” Não podia, porque a camisa é monocromática, preta e branca. A gente combinou que eles entrariam em campo com o amarelo e depois o logo voltaria pro preto e branco.
Eu gosto de contar essa história quando falo em executar grande. Quero uma empresa ambiciosa pra agarrar oportunidades grandes e ágil pra transformá-las em realidade. A oportunidade saiu de uma conversa. No sábado, eu estava trabalhando e pedindo a um amigo para fazer a conexão; no domingo, conversei; na segunda, já estava lá.
Tinha que ter cuidado com quem estava nos conhecendo
Além da camisa, a gente quis fazer alguma coisa pro torcedor. No site do Jota tem um botão de torcedor fiel, e se você clicar, fica tudo preto e branco do Corinthians. Até a minha foto muda para uma com a camisa do clube.
Um torcedor viu e compartilhou: “Nenhuma empresa nunca fez isso pela gente.” Foi uma das repercussões de que eu mais gostei, porque ele reconheceu um cuidado com a torcida.
Depois começou a aparecer gente que já chega à conversa com o agente mandando vai, Corinthians! A gente vê aquilo e é muito bom. A pessoa chega pelo futebol, com uma relação que ela já traz pra conversa.
Alguns amigos meus precisaram ver a camisa também
Teve uma repercussão mais pessoal, que me lembrou o começo do PagSeguro. Naquela época, listei 50 pessoas e falei: essas 50 pessoas vão ser os meus pilotos. Nenhuma topou, e entre elas havia familiares.
Foi aí que eu aprendi que, quando você monta uma empresa, o último a chegar é o seu amigo. Isso nunca atrapalhou amizade nenhuma. Com o Jota, vi vários amigos meus que, depois de ver o Jota no Corinthians, vieram me dizer: passei a usar e estou usando. Gerou aquele clique de confiança.
Dentro do time também mudou alguma coisa. A gente tinha um projeto interno chamado Fiel, que depois virou Brasileirão, ligado a entregas e a incentivos em ações da empresa. Ver o Jota em campo deu muito orgulho do que a gente está construindo.
Teve o torcedor que percebeu o detalhe no site, a pessoa que chegou falando do time e o amigo que resolveu experimentar. Pra uma empresa que estava tentando sair da bolha, foi muito bom ver essas conversas começando.
Naquela quarta, milhões de pessoas conheceram o Jota. Agora o trabalho é ajudar quem chegou por ali, e esse trabalho está só começando.